segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Cultura e boemia


Na Avenida Ana Costa, no Gonzaga, ficavam os cinemas, o Clube de Arte, e o Bar Regina, um dos maiores locais de concentração dos artistas e intelectuais dos anos 50, ponto de encontro de gente como Plínio Marcos, Maurice Lègeard, Willy Corrêa e Patrícia Galvão.


Ao mudar-se para a cidade, entre “1957 e 1958”, onde permaneceu até 1962, o jovem músico Willy conta que logo inseriu-se nas discussões culturais: "Tinha várias coisas que me atraíram, como o Clube de Cinema. Foi através dele que comecei a conhecer as pessoas. Era muito vivo, muito animado, tinha o Maurice Lègeard. Conheci o Gilberto [Mendes], o Roldão [Mendes Rosa], Gastão [Frazão, artista plástico], todo o pessoal. Depois me mudei para perto da casa de Patrícia e Geraldo em 60, tinha um contato maior. Tinha um grupo em Santos que tinha um interesse por arte muito vivo. Eu não teria mãos para citar todo mundo, pois era muita gente interessada em arte. Frequentava muito o bar Regina, toda noite eu estava lá. Descobri um grande poeta, o Roldão, o Gastão [...].Morei de norte a sul no Brasil e não me lembro, naquela época, de um lugar que fosse mais efervescente culturalmente do que Santos.


As fotografias do acervo da Fundação Arquivo e Memória de Santos mostram uma cidade ainda em desenvolvimento. Acima, o Cine Atlântico (foto acima), no Gonzaga. Praticamente todo bairro santista possuía uma sala de cinema naquela época. 


Acima, foto noturna no Gonzaga. O Bar Regina ficava na Praça da Independência, onde circulavam praticamente todas as linhas de bondes da cidade. Depois do cinema ou do teatro, era para lá que a turma se dirigia.






Um comentário:

  1. Que interessante.
    Então, no lugar da estátua da praça da Independência, ficava o Bar Regina? Sabe em que ano ou década demoliram o bar pra colocar a estatua no lugar?

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